domingo, 6 de setembro de 2009

Distúrbio Fronteiriço da Personalidade ou borderline

O Manual de Diagnóstico e Estatística de Distúrbios Mentais, o guia das doenças psiquiátricas da Associação Americana de Psiquiatria, caracteriza a doença com uma lista de nove sintomas: sensação constante de vazio; acessos injustificáveis de raiva; alternância constante e extrema de humor; relações interpessoais intensas e instáveis; comportamento impulsivo; ideias frequentes de suicídio ou automutilação intencional; episódios de paranoia; autoimagem instável; e esforços desmedidos para evitar um abandono verdadeiro ou imaginado. Os fronteiriços apresentam deficiências no funcionamento de uma área do cérebro conhecida como lobo frontal. Localizada bem acima dos olhos, ela é responsável, entre outras funções, pela elaboração do pensamento e pelo planejamento das ações. Alterações nessa porção cerebral podem comprometer o juízo crítico e contribuir para o descontrole emocional. Mas, como nem todos os que exibem tais falhas no lobo frontal são fronteiriços, a conclusão é que as influências familiares e sociais são determinantes. No desespero para não se sentir desamparado, o fronteiriço costuma "grudar" em seus amigos, médicos, cônjuges ou parentes – sufocando-os e, consequentemente, afastando-os. Como o fronteiriço só consegue se definir a partir do outro, ele muda constantemente de área de estudo, religião e estilo de vida, ao sabor das influências dos amigos ou familiares. Devido ao fato de ser um transtorno de personalidade, ele pode ser confundido, no início, com um temperamento mais impulsivo. Por esse motivo, um paciente leva, em média, de cinco a dez anos para ser diagnosticado como fronteiriço. "Em geral, os doentes chegam ao consultório por causa de problemas decorrentes do transtorno – como abuso de álcool e drogas, depressão, automutilação ou bulimia", Os portadores do Distúrbio Fronteiriço da Personalidade ou borderline, vivem com uma constante sensação de vazio, estabelecem relações interpessoais intensas e instáveis, marcadas, sobretudo pela dependência em relação aos pais, amigos e médicos. Possuem um medo incontrolável de serem abandonados, são impulsivos em demasia e alternam constantemente de humor. São acometidos por acessos desmedidos de raiva e ódio, apresentam um comportamento autodestrutivo, marcado pela automutilação e pela idéia constante de suicídio, tem episódios de desconfiança que beiram a paranóia e por fim possuem uma autoimagem instável, vêem-se como pessoas ora totalmente ruins ora completamente boas. O tratamento dos portadores do Distúrbio Fronteiriço da Personalidade ou borderline consiste necessariamente em medicação, psicoterapia individual e familiar. Os medicamentos que estabilizam o humor, antidepressivos e os antipsicóticos usados concomitantemente amenizam a irritabilidade e o comportamento impulsivo, abrandam a depressão e a ansiedade e reduzem eventuais delírios persecutórios. Alem de atenuar os sintomas da doença, a medicação é essencial para diminuir os riscos de suicídio e automulilação. Na psicoterapia o paciente aprende a identificar e corrigir pensamentos e comportamentos que lhes são prejudiciais, com os recursos da psicanálise e da terapia psicodinâmica o fronteiriço torna-se capaz de de reconhecer e resolver seus conflitos tornando-se autônomo e controlador de suas emoções. Na terapia familiar, a família aprende que o sucesso do tratamento dependerá inclusive da participação de toda família e que transformações nas relações familiares são importantes e necessárias acontecer.

2 comentários:

Vanessa disse...

Olá,
tenho 39 anos; venho de uma família totalmente desestruturada, com um irmão bipolar, uma mãe distímica, um pai ausente e dois irmãos ansiosos. Depois de 5 anos tratando-me de depressão, após uma tentativa de suicídio, finalmente meu último terapeuta - faz um ano que estou com ele, aventou a possibilidade de eu ter boderline. Gostaria de saber se Riss, Assert e Rivotril servem para meu tratamento em conjunto com a terapia. Tenho 2 filhas, posso chegar a malgtratá-las ou feri-las?
Agradeço

Anônimo disse...

Existe algum grupo de apoio em Santos voltado a esse transtorno?

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