A Psicopatia está evidenciada na mídia decorrente da personagem de Letícia Sabatela na novela Caminho das Índias, inclusive a atriz está magnífica no papel, e também porque frequentemente assistimos estarrecidos à assassinatos bárbaros cometido por indivíduos diagnosticados psicopatas. Mas quem são estes e o que seria um Psicopata?
Precisamos começar esclarecendo que nem todo Psicopata é um assassino, nem todo psicopata vai parar atrás das grades, o que torna a psicopatia ainda mais assustadora pois podemos perfeitamente convivermos com um psicopata nossa vida toda sem ao menos desconfiar disso. Segundo a classificação americana de transtornos mentais (DSM IV) a prevalência geral do transtorno de personalidade psicopata é de cerca de 3% de homens e 1% mulheres da população mundial destes uma parcela mínima corresponde aos psicopatas graves, ou seja, aqueles criminosos cruéis e violentos. Torna-se importante destacar também que ninguém vira psicopata: o indivíduo nasce psicopata e continua assim pelo resto da vida. “Podemos encontra-los disfarçados de religiosos, políticos, bons amigos, amantes. Os psicopatas visam apenas o benefício próprio, visam o poder e o status, engordam ilicitamente suas contas bancárias, são mentirosos, costumazes, eles vivem entre nós, parecem conosco fisicamente mas são desprovidos de um sentido especial: A Consciência ”. Silva, 2008
O Cid 10 ( Código Internacional de Doenças), classifica Psicopatia como Transtorno de Personalidade caracterizado por um desprezo das obrigações sociais e falta de empatia para com os outros. Há um desvio considerável entre o comportamento e as normas sociais estabelecidas. Uma baixa tolerância à frustração e um baixo limiar de descarga da agressividade, inclusive da violência.
Os psicopatas apresentam desde suas primeiras relações interpessoais (leia-se desde a infância), alterações comportamentais consideravelmente sérias tais como: comportamento cruel com animais de estimação e com outras crianças, mentiras recorrentes, roubos, furtos, dissimulação, vandalismo e atos de violência e crueldade sem esboçar nenhum tipo de remorso ou constrangimento.
O DSM IV (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais), traz como características da Psicopatia um padrão invasivo de desrespeito e violação dos direitos dos outros, que inicia na infância ou começo da adolescência e continua na idade adulta, o engodo e a manipulação são aspectos centrais do Transtorno da Personalidade Psicopática.
As pessoas com este transtorno desrespeitam os desejos, direitos ou sentimentos alheios. Freqüentemente enganam ou manipulam os outros, a fim de obter vantagens pessoais ou prazer. Podem mentir repetidamente, usar nomes falsos, ludibriar ou fingir. Um padrão de impulsividade pode ser manifestado por um fracasso em planejar o futuro.
As decisões são tomadas ao sabor do momento, de maneira impensada e sem considerar as conseqüências para si mesmo ou para outros, o que pode levar a mudanças súbitas de empregos, de residência ou de relacionamentos. Os indivíduos com Transtorno da Personalidade Psicopata tendem a ser irritáveis ou agressivos e podem repetidamente entrar em lutas corporais ou cometer atos de agressão física (inclusive espancamento do cônjuge ou dos filhos).
O comportamento laboral irresponsável pode ser indicado por períodos significativos de desemprego apesar de oportunidades disponíveis, ou pelo abandono de vários empregos sem um plano realista de conseguir outra colocação.
A irresponsabilidade financeira é indicada por atos tais como inadimplência e deixar regularmente de prover o sustento dos filhos ou de outros dependentes. Os indivíduos com Transtorno da Personalidade Psicopática demonstram pouco remorso pelas conseqüências de seus atos. Eles podem mostrar-se indiferentes ou oferecer uma racionalização superficial para terem ferido, maltratado ou roubado alguém.
Esses indivíduos podem culpar suas vítimas por serem tolas, impotentes ou por terem o destino que merecem; podem minimizar as conseqüências danosas de suas ações, ou simplesmente demonstrar completa indiferença. Estes indivíduos em geral não procuram compensar ou emendar sua conduta.
Um comentário:
Sou estudante de psicologia, e achei esse blog muito interessante.
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